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Na correria do dia a dia a primeira coisa que passa pela nossa cabeça quando entramos no supermercado é aonde encontrar uma “super prateleira milagrosa” com lanchinhos práticos, gostosos e, se possível, saudáveis, que resolvam todos os nossos problemas e levem embora a nossa culpa. Mas, na verdade, as prateleiras estão abarrotadas de lanchinhos, lindos, coloridos, com os super- heróis favoritos, que, para tentar amenizar a culpa materna escrevem em letras garrafais “ZERO GORDURA TRANS” dando uma informação pela metade, levando o consumidor a achar que realmente isso é possível. Na vida real não existe um lanchinho tão inocente que possamos jogá-lo diariamente na bolsa sem que isso nos tome mais que um minuto. A boa notícia é que com um pouco de organização e planejamento podemos melhorar muito a qualidade do lanche escolar de nossos “pimpolhos”, fazendo a alegria deles e tomando menos o nosso tempo. Como? Veja as dicas abaixo: O que não pode faltar na merenda Cada lanche deve trazer ao menos uma porção de um dos três grupos fundamentais de alimentos, que são os energéticos, construtores e reguladores. No primeiro, estão cereais, os açúcares e gorduras. Entre os construtores, estão as proteínas animais e vegetais, protagonistas na formação de nossos músculos, ossos e órgãos. Podemos citar o leite e seus derivados, as carnes e as leguminosas. Por último, estão os alimentos responsáveis por regular e controlar as funções do organismo, que são as frutas, as verduras e os legumes. Um exemplo de como planejar o cardápio semanal da lancheira é escolher uma opção de cada grupo abaixo (A + B + C): Imagem atualizada Seja criativo! Uma lancheira monótona, sempre com as mesmas preparações, faz a comida do colega ficar mais interessante. Varie o cardápio, mudando o tipo de pão, os acompanhamentos ou as bebidas. Um dia você pode incluir um sanduíche de pão integral com pasta de ricota temperada com orégano, azeite, uma pitada de sal e frango desfiado. Em outro, pode abrir espaço para o tradicional pão francês com queijo branco, alface e, para dar um toque especial, colocar alguns tomates, tomatinhos cereja, quem sabe até tomates secos. As bisnaguinhas, podem vir recheadas com requeijão ou com uma pasta de atum e queijo. Prefira os pãezinhos feitos na padaria aos industrializadas, cheios de conservantes. O bolo caseiro é um bom aliado, você pode assá-lo, preparar porções individuais e congelar. Retire do freezer a porção do dia, até o momento do recreio ela estará descongelada. Para ladear o lanche, você pode alternar iogurtes de frutas com leites fermentados e sucos. Em relação às frutas, as melhores opções são as que podem ser consumidas com casca ou quando podem ser retiradas com facilidade. As mais práticas são banana, maçã, pera, goiaba, uva e mexerica. O morango, além de fácil de comer, pode virar uma sobremesa se misturado com iogurte natural. O mamão picado faz o par perfeito com a granola (que deve ser sempre colocada na lancheira em recipiente separado e adicionada à fruta só na hora do recreio). Para os menorzinhos, o ideal é picar as frutas. Outras opções de lanche: cookies integrais, tortas assadas caseiras, esfirras, pão de batata, pão caseiro, pão de queijo. Na preparação utilize recheios suaves, naturais, se possível, inclua verduras. Para a massa, substitua pelo menos a metade da porção de trigo pela versão integral. O que não deve entrar Salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, embutidos, frituras, refrigerantes e doces. Esses alimentos oferecem muito sal, gordura trans, conservantes, corantes, açúcar e quase sempre nenhum benefício nutricional. Os sucos de caixinha devem ser escolhidos com critério, prefira os sem corantes artificiais e conservantes. Fique atento às informações presentes nos rótulos, ingredientes e as informações nutricionais. Em relação aos adoçantes, se seu filho se alimenta corretamente, não está com sobrepeso e não é uma criança diabética, os alimentos devem ser usados nas formas naturais. Não precisa recorrer aos produtos light e diet. Envolva a criança no preparo da comida Essa é uma estratégia que funciona bem, estimula o interesse pelo tema e pode ser bem divertida. Se possível, leve-o à feira, a curiosidade natural das crianças fará todo o trabalho por você quando seu filho se deparar com o universo de cores, texturas e cheiros. Pergunte ao seu filho o que ele quer comer Consultar a criança antes de montar a merenda escolar é um jeito de fazê-la se sentir parte dessa escolha e evitar surpresas negativas depois. Como pais, devemos educá-las a fazer as melhores escolhas. As crianças tendem a preferir alimentos familiares, em detrimento dos que lhes são estranhos. O mais importante é trabalhar hábitos saudáveis dentro de casa, começando em nós. O que seu filho leva na lancheira, reflete o seu cuidado, organização e pode ser determinante para a saúde do seu querido. Esse é um investimento com retorno garantido. Pense nisso!

Crianças de férias... Vale a pena liberar geral? O que fazer e o que não fazer do ponto de vista alimentar? 1. Por mais que pareça chato, seja firme: a flexibilização da rotina alimentar do seu filho não deve virar bagunça! A criança precisa entender que se trata de um período atípico em que exceções serão permitidas um pouco mais frequentemente. 2. Atenção redobrada com os que têm até os dois anos! Eles precisam comer em horários regulares e não devem ser expostos a alimentos inadequados como açúcar, sucos artificiais, chocolates, frituras, fast-food´s. 3. Cuidado com a despensa! Não faça estoque de biscoitos e guloseimas em casa. Quanto maior a oferta e o acesso a esse tipo de alimento, mais seus filhos o desejarão. Se a sua geladeira estiver repleta de doces e refrigerantes, sempre que a porta for aberta despertará um desejo imenso em quem a abriu. 4. Atenção aos exageros! Quando sair da rotina, controle pelo menos a quantidade. 5. Cuidados com o transporte dos alimentos. Essa é uma época muito quente, o cuidado com a contaminação dos alimentos deve ser redobrado. Não é recomendado que o iogurte ou outras bebidas lácteas fiquem sem refrigeração por mais de três horas. Ao levar uma fruta, se possível, leve-a inteira. 6. Muito cuidado com comidas "de rua". Alimentos expostos em carrinhos e até estufas, podem facilmente ser contaminados. Se for comer uma pizza, prefira aquela assada na hora e não as de balcão. Cuidado com as barraquinhas e carrinhos abertos na rua! Mas então o que fazer para tornar a alimentação saudável e segura com as crianças nas férias?? Algumas dicas podem ajudar: - Tenha frutas picadas e guardadas em potes ao alcance das crianças. Aproveite as frutas da estação. - Sanduíches naturais, acompanhados de suco são uma ótima pedida de lanche para receber os amiguinhos. Prefira pão integral e recheie com alface, tomate, pasta de soja ou tahine, queijo branco e frango desfiado. Se quiser, corte o sanduíche com cortadores de biscoito no formato de animais ou flores. - Incluir a criança na preparação do prato desperta o interesse pelos alimentos. Preparem juntos uma pizza com massa integral, usando queijos magros, tomates, brincando com os ingredientes que vão compor o recheio. - Que tal fazerem "chup-chup", picolés, juntos com frutas e leites? Ficam uma delícia e pode ser muito divertido. - A granola é uma opção interessante de “belisco” para substituir biscoitos tipo chips. Se a vontade de comer um salgadinho for grande, faça pipoca caseira, mas fuja dos “extras” que alguns teimam em acrescentar, como queijo ralado, etc. - Prefira oferecer cookies e rosquinhas integrais. Existem no mercado diversos sabores, como aveia, mel, cacau e frutas vermelhas. - Na praia, prefira sorvetes e picolés de frutas, água de coco, milho cozido. Muito cuidado com os molhos e esteja atento às condições de higiene do local de venda de alimentos. - Muita água! Carregue uma garrafinha sempre na bolsa, assim você evita que em uma “urgência” precise comprar o primeiro “refresco” disponível. - Agende um piquenique. Leve frutas secas, salada de frutas, sanduichinhos integrais, sucos e chás gelados. Brinquem de bola, pique, andem de bicicleta.

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela deficiência ou ausência de insulina acarretando em alterações no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios. Em crianças, o mais comum é o tipo 1, quando a produção de insulina pelo pâncreas é insuficiente. Isso geralmente ocorre por fatores genéticos ou ambientais, como infecções virais. Em adultos, o maios comum é o tipo 2, em que o indivíduo após passar anos alimentando-se muito mal desenvolve uma RESISTÊNCIA À INSULINA, ou seja, o organismo, geralmente com excesso de peso, prejudica a ação do hormônio. Até alguns anos atrás, essa era uma doença “exclusiva” de adultos, afinal, levava-se anos de uma vida alimentar desregrada para conseguir “destruir” as células que produzem a insulina. Porém hoje, as crianças estão alimentando-se tão mal desde os primeiros meses e vivendo de uma maneira tão sedentária que, infelizmente, estão apresentando esses problemas “de adultos” ainda aos 12 anos. Atendo no consultório, diariamente, esses casos, alguns já em estado avançado, inclusive com uso de medicamentos de “adultos”. Tenho uma PREOCUPAÇÃO ENORME com o futuro desses pequenos e me pergunto, se nada for feito, chegarão aos 30 anos de idade? Como? Será que seu filho pode se tornar um diabético? Leia as dicas a seguir e reflita: As crianças que têm maior chance de desenvolver diabetes tipo 2 são: As que alimentam-se mal; • As que estão acima do peso; • Sedentárias; • Que possuem pessoas portadoras de diabetes tipo 2 na família; • Que nasceram pequenas para a idade gestacional e as que nasceram grandes para a idade gestacional; • Filhos de mulheres que desenvolveram diabetes gestacional ou são portadoras de diabetes tipo 2; • As que não foram amamentadas ao seio materno. Como prevenir que meu filho não desenvolva a doença? • Tenha cuidado com sua alimentação e ganho de peso na gestação; • Amamente seu bebê exclusivamente até os seis meses de vida e complementar à alimentação até os dois anos. • Comece a alimentação complementar a partir de seis meses de maneira correta; • Seja rigoroso com a alimentação dele nos primeiros 2anos de vida (nada de porcarias); • Forme um hábito alimentar saudável na sua família; • Estimule a prática de atividade física; • PAIS E CUIDADORES SEJAM O EXEMPLO!!! Diabetes tipo 2 não tratada na infância, PODE SER UMA SENTENÇA DE MORTE PRECOCE! Não brinque com a saúde do seu filho! Um abraço e até a próxima!

Há algum tempo essa história de que o ovo aumenta o colesterol LDL (ruim) caiu por terra. O que sabemos hoje é que esse alimento – barato e acessível – é super nutritivo, rico em proteína, ferro, ácido fólico, zinco, manganês, entre outros… A GEMA tem um nutriente importantíssimo p/ todos, especialmente p/ minhas gestantes e crianças: a COLINA! Uma vitamina do complexo B que traz vários benefícios para o corpo, inclusive p/ o cérebro, ajudando nas suas funções cognitivas e na prevenção de doenças como Alzheimer e Parkinson. A CLARA é rica em ALBUMINA, uma das principais proteínas do corpo. Essa proteína é responsável pelo transporte de nutrientes e por várias outras funções também importantes. De olho nas potencialidades desse alimento, vão aí minhas dicas: - Bebês podem consumir ovo a partir dos 6 meses junto com a alimentação complementar. - Atualmente, recomenda-se excluir a clara apenas dos bebês que possuem história pessoal ou familiar de alergia alimentar. - Ofereça e consuma o ovo cozido, assado, “a pochê” ou  frito no óleo de coco. - Cozinhe bem a gema para prevenir o risco de contaminação por Salmonella.   Até mais e bom final de semana a todos ♥  

Por que algumas crianças comem de tudo, verduras, frutas, arroz integral, enquanto outras alimentam-se basicamente de macarrão, frango empanado e batatas fritas? Por que algumas tomam suco de qualquer fruta e outras apenas suco de uva DE CAIXINHA? Se você, como eu, toma decisões diariamente a respeito da alimentação dos seus filhos, preste atenção nessas dicas:

- Durante a gestação, alimente-se bem,

evite “porcarias” e varie o cardápio. O bebê engole líquido amniótico diariamente. Vários autores sugerem que o sabor desse líquido muda de acordo com a alimentação materna.

- Amamente seu bebê, de preferência, até os seis meses de vida,

exclusivamente e, de maneira complementar, enquanto puder. Neste período, alimente-se da maneira mais saudável possível. O leite materno varia de sabor conforme a alimentação da mãe, e isso influencia as preferências alimentares da criança. Bebês que mamam no peito aceitam melhor a alimentação complementar, porque já estão habituados à diversos sabores.

- Introduza a alimentação complementar do bebê corretamente.

Gradativamente, ofereça frutas, sucos naturais sem açúcar, água, legumes, verduras cozidas, carne, ovo. Jamais dê açúcar, chocolates, gelatinas, doces, biscoitos com açúcar e petiscos à crianças pequenas (até 2 aninhos).

- Entre 1 ano e meio a 3 anos,

a criança passa por uma série de transformações, deixando de ser bebê. Neste período, elas querem ter voz ativa, começam a fazer escolhas próprias e medem forças com os pais. Alguns autores chamam essa fase de “mini-adolescência”. Mantenha-se firme, aja naturalmente, ofereça os alimentos habituais. Se ela fizer birra, mantenha a calma, retire o prato e ofereça-o normalmente algum tempo depois.

- Ao sair para passear com a família,

leve sempre um lanchinho saudável para a criança pequena. Não fique com pena, pensando que o “coitadinho” irá sentir falta daquela pizza de bacon. Ele nunca comeu bacon e isso não faz a menor falta a ele!

- JAMAIS, JAMAIS e JAMAIS

pingue gotas de refrigerante na boquinha da criança.

- Não faça dos momentos de refeição uma “praça de guerra”.

Esse deve ser um momento de paz e comunhão entre a família.

Converse com sua família, babás e cozinheiras a esse respeito.

TODOS DEVEM AGIR DA MESMA MANEIRA.

- Não delegue a responsabilidade da ESCOLHA

dos alimentos que seu filho irá consumir à terceiros (empregados, babás, avós, tios, entre outros). A não ser por força maior, PAPAI E MAMÃE SÃO RESPONSÁVEIS PELA EDUCAÇÃO DOS FILHOS, ISSO INCLUI EDUCAÇÃO ALIMENTAR, é sério e tem conseqüências para toda a vida. Mesmo com a vida atribulada que TODOS NÓS TEMOS, mantenha o controle da sua casa.

- Não se esqueça:

só consideramos que uma criança não gosta de um determinado alimento depois que o oferecemos a ela 10 vezes, em momentos diferentes e com apresentações diferentes. Não se precipite!

- Os adultos TÊM QUE SER EXEMPLO!

Eles estão DE OLHO em nós.

Um abraço e até breve!

 

Já sabemos o quanto a maioria dos alimentos industrializados são cheios de ingredientes que não fazem nada bem às nossas crianças. Precisamos criar barreiras para consumi-los da maneira mais inteligente possível! É muito importante ler a lista de ingredientes no rótulo, antes de comprar, para você não seja influenciado apenas pela propaganda.  Uma dica, é prestar atenção na ordem em que estes ingredientes aparecem, pois são listados de acordo com a concentração. Assim, os ingredientes que aparecem no início da lista, estão em maior concentração no produto.Fique atento também, porque o AÇÚCAR pode aparecer escrito de outras formas, como xarope de milho, frutose, açúcar invertido, sucrose e maltose por exemplo, tudo depende da sua composição. Faça uma análise dos rótulos e veja que a grande maioria dos produtos destinados ao público infantil tem uma concentração enorme de açúcar. Geralmente, este é o primeiro ingrediente da lista de alimentos como o achocolatado que é tanto utilizado pelas mães. Alguns achocolatados famosos, chegam a ter 80% de suas calorias vindas do açúcar. MAS O QUE FAZER COM AS CRIANÇAS QUE "NÃO VIVEM SEM ACHOCOLATADOS" ? Reinvente a maneira de oferecer esse alimento para seu filho utilizando o cacau em pó sem açúcar. Ele possui baixo valor calórico, é fonte de Fibras e Ferro, além de ser rico em substâncias que promovem a sensação de bem estar! Compre cacau em pó e vá adicionando colheradas dele no pote do achocolatado que a criança consome. Faça de maneira gradual, aos poucos, sem que a criança perceba, até que você tenha pelo menos,  metade de achocolatado e metade de cacau em pó! Quando ele estiver consumindo bem essa mistura, avance, até que ele tome o leite com CACAU!   Vamos nessa?
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